21 agosto 2006

Internet e Educação



A rede mundial de computadores encurtou distâncias de uma forma inacreditável até pouco tempo atrás. Hoje basta um clique no mouse e é possível instantaneamente estar plugado com o outro lado do mundo. No entanto, a maior revolução que a internet trouxe não é a facilidade de acesso a informações, mas a possibilidade do usuário “interagir”, podendo interferir nesse processo, sendo autor e não apenas receptor.

Várias são as ferramentas que possibilitam essa interação: as assíncronas como fóruns, listas de discussão, blogs,correio eletrônico e as síncronas como chats, videoconferências. Através da interação é possivel estabelecer contato com outras realidades e socializar conhecimentos, construindo uma aprendizagem colaborativa. No entanto, é preciso que o educador tenha firmeza do que quer e esteja seguro do que faz, porque mesmo que nossos educandos, estejam cada vez mais agindo de forma autônoma diante das tecnologias, o educador tem um papel imprescindível no sentido de mediar a reflexão sobre as informações acessadas.

O grande desafio que vejo para o professor é encontrar o ponto de equilíbrio entre o que a escola pretende e o que o aluno tem interesse.E parece-me que é urgente conduzir o aluno à reflexão, pois existe uma grande tendência de dispersão quando ele está na rede.Pelo espírito natural de curiosidade que lhe é inerente, a hipertextualidade da net é um convite a navegar. Diante de mil possibilidades como imagens, sons, videos e hipertextos, somente um projeto que tenha significado ao aluno é capaz de mantê-lo na direção planejada.

Em relação às pesquisas, no que a net é usada em sua maioria (e mal usada, diga-se de passagem) nos deparamos com o problema do plágio. Professores que jogam os alunos diante de um assunto para pesquisar, que muitas vezes nem eles mesmos conhecem com profundidade, e pior, aceitam qualquer cópia, muitas vezes nem sequer lida pelo aluno, estimulando assim a prática do crime de desrespeito ao direito autoral,sem falar na "farsa" da aprendizagem. Como alternativa para minimizar o problema surge a webquest, que é uma metodologia de pesquisa em que o professor tem a oportunidade de se tornar autor e orientar o trabalho dos alunos dando significado à aprendizagem. Através da webquest, o aluno reconstrói o conhecimento a partir das informações iniciais, desenvolvendo tarefas propostas pelo professor e utilizando recursos de pesquisa fornecidos pelo educador. Dessa forma, ganha-se tempo evitando a navegação que pode dispersar, como assegura-se que as fontes sejam válidas.

Uma das competências que nós, educadores, temos de pensar em desenvolver nos alunos é o de saber buscar e selecionar informações, visto que a internet é uma grande rede sem controle de qualidade e nela encontramos de tudo.Vivemos uma avalanche de informações, impossíveis de serem todas assimiladas.É preciso priorizar o que mais interessa.
O professor Moran destaca muito bem sobre as possibilidades que a intenet está abrindo. Cada vez mais pode-se aprender com outras pessoas e sem estar no mesmo lugar. No entanto o que percebo é ainda muita resistência na utilização interativa da internet. Muito se tem discutido, participo de várias listas de discussão e fóruns. Mas experiências práticas são mais escassas.

Para encarar inovações é preciso munir-se de coragem e ir em frente, mesmo sob olhares desconfiados que geralmente acontecem. Tenho realizado inúmeras experiências com alunos e professores em rede e posso afirmar tudo o que disse por experiência própria. Voltarei a discutir o assunto.

Um comentário:

Sergio disse...

Marli!
Muito legal!
Você fez um panorama bastante preciso sobre as possibilidades para a educação que podemos encontrar na internet. Suas considerações poderão ser valiosas para o forum que começou na disciplina de Mídias sobre Internet e Educação. Você poderia colocar esse link lá. Talvez tenha coloca já...vou lá ver.
Interessante trazer essa questão prática sobre webquest e seus recursos para o direcionamento dos estudos. Bem, só meia dúzia de coisas que menciona nesse seu artigo dá pra fazer um Curso de Especialização. Mas vamos ficar apenas com a monografia por enquanto, tá?...rsss
Um abraço agradecido
Sergio Amaral

 
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