22 abril 2007

Uma homenagem para o Alex



Esse cara simpático da foto é Alex, o atual tutor do Curso. Não poderia deixar de lembrar o quanto tem sido importante o seu apoio e mais que isso, sua amizade.Num curso à distância, o tutor tem papel fundamental, pois precisa estar por perto, mesmo estando longe, captando nossas expectativas, angústias e vitórias. Obrigada, Alex!



Difícil querer definir amigo.

Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.

Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas. É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu. É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o alimenta, satisfaz. É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você. É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.

É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia
pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir". É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas águas agitadas. É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.

Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas. É quem tem medo, dor, náusea, cólica gozo, igualzinho a você. É quem sabe que viver é ter história pra contar. É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.

Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas. É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos.

Amigo é multimídia. Olhos....

Amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática. É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo. É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior. é lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.

Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação:
Amigo é quem te ama "e ponto".
É verdade e razão, sonho e sentimento.

Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista.


Marcelo Batalha - Fonte www.conselhonet.com.br

07 abril 2007

RPG na Educação

Desde os mais remotos tempos, o ser humano teve necessidade de contar e ouvir histórias, de recriar a vida através da ficção. Jesus Cristo, cativava seus discípulos e a multidão de fiéis contando parábolas. Ao longo dos anos muitas formas de narrativas surgiram, orais e escritas, desde lendas, mitos, anedotas, até com a literatura impressa em contos, novelas, quadrinhos, etc. Com a modernidade, valoriza-se a rapidez das informações e a oralidade, na contação de histórias, foi ficando um tanto esquecida.
Role Playing Game - o RPG é uma espécie de ficção que resgata a tradição oral de contar histórias, feita de forma colaborativa, ao estilo moderno de ser, pois utiliza a troca de experiências entre os jogadores. Essa dinâmica do jogo combina muito com a idéia de interação que a web 2.0 trouxe ao mundo virtual, como podemos ver nas páginas wikis, nos blogs e outras tantas ferramentas.
O RPG é uma brincadeira de faz de conta, em que os participantes vestem a pele de personagens(com diferentes habilidades) que vão definindo a história iniciada e conduzida por um narrador(mestre), obedecendo a um sistema de regras . Uma sessão de RPG transforma-se em uma atividade cooperativa em que todos os participantes simulam situações da vida real, interpretando heróis e vilões, que devem enfrentar desafios, não havendo necessariamente vencedores.
Na educação, o RPG pode ser um excelente recurso para desenvolver o hábito da leitura, habilidades narrativas, socialização, noções de ética e cidadania, de forma lúdica e prazerosa. Conforme lembra a colega de curso Roseane:"Muitos de nossos alunos estão acostumados a passar horas jogando em videogames e computadores, imaginem então aliar o prazer da diversão com nossas aulas e ensinar muitos dos conteúdos, de todas as disciplinas, através deles." A colega Ana Rita enfatiza: "Tudo é parecido com a vida real, é uma forma de representar o jogo das relações e cooperação entre os personagens, além de diversificar as áreas do conhecimento interagindo entre elas. Atividades como estas exigem bem mais preparo do professor, e sem dúvida, resulta em maior produtividade dos alunos, sem falar da emoção, prazer, alegria e sintonia do corpo e alma do participante". E Beatriz afirma que "A prática do RPG, por ser um jogo, resgata o interesse e estímulo dos alunos por assuntos que vistos pela ótica tradicional tornam-se desinteressantes e cansativos." Segundo Zina, "o aluno deixa de ser um agente passivo para ser um agente ativo do seu processo de aprendizagem. São inúmeras as dificuldades a vencer, a começar pelos professores que estão acomodados, pelo sistema educacional que não oferece condições mínimas de atuação, pelas escolas com carência de recursos financeiros, materiais e humanos e pela falta de valorização dos governantes com a educação. Sabemos que incluir o RPG em nossas escolas, implica em uma mudança significativa de paradigma e como toda a mudança sempre vem acompanhada de uma certa resistência, é preciso em primeiro lugar motivar os professores, sensibilizá-los para práticas pedagógicas inovadoras. Se analisarmos a filosofia de cada escola, observaremos que todas buscam formar sujeitos cooperativos, criativos, no entanto a prática nos mostra outras ações. Como o RPG tem como características a cooperação, a criatividade, a interatividade, a interdisciplinaridade, creio ser o caminho certo para a construção de uma nova escola".
O RPG pode ser desenvolvido em vários suportes: impresso, eletrônico ou oral. Mas conforme diz Carlos Klimick, em qualquer um deles "não tem por objetivo oferecer histórias completas e fechadas - ainda que possam existir exemplos de histórias e personagens -, mas sim possibilidades, autônomas e imprevisíveis, que se realizam em cada momento de jogo." Ao se pensar em RPG, estamos acostumados a associá-lo ao mundo virtual, no entanto, virtual em RPG deve ser entendido, conforme Pierre Lévy (1997), como um campo em que se atualiza a cada momento de construção de uma personagem e de uma história.Portanto, entendo com o sendo virtual o que não é e pode vir a ser. Essa possibilidade do irreal se tornar real depende da interatividade , da criatividade do grupo envolvido no jogo.
Por ser basicamente uma atividade oral, o RPG desenvolve a comunicação, fazendo com que os alunos vençam a timidez e possibilitando a socialização ao sentirem-se aceitos. Como diz a colega Beatriz, " num mundo tão individualista, onde todos querem ser vencedor não interessando os meios que utilizarão para chegar e a banalização da vida, é bom ver os alunos aprendendo a trabalhar de forma cooperativa para alcançar o mesmo objetivo. Aprendendo a respeitar o outro."
Atividades como essa podem proporcionar uma nova forma de construir conhecimento, em que professores e alunos passam a interagir e aprender juntos. Por ser essencialmente lúdica, o envolvimento dos alunos é maior e a aprendizagem mais eficaz. Para isso é preciso que sejam oferecidas condições aos educadores a fim de que encontrem um ambiente favorável e motivador para desenvolver atividades inovadoras, quebrando paradigmas e preconceitos, tornando a escola um lugar onde a aprendizagem possa ser associada com prazer.
Alguns sítios:

11 março 2007

o Internetês

Com o surgimento de novas modalidades de comunicação na internet, com enfâse na escrita, uma nova linguagem abreviada e cheia de novos códigos surgiu, em decorrência da necessidade de ser rápido na comunicação síncrona dos chats e comunicadores instantâneos.É o chamado internetês, que vem gerando algumas polêmicas, especialmente na escola já que esta preocupa-se historicamente com a linguagem padrão.

Clique na imagem para ver o vídeo do programa "Entre Aspas".

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Gêneros Textuais - a comunicação virtual

A língua é uma convenção humana, em constante mutação, pois é viva. Na escola a base do estudo é a língua padrão, porém devemos considerar as variantes lingüíticas em seus diversos contextos. Temos de preparar nossos alunos para a competência da comunicação, escrita e falada, nas diferentes situações em que estiverem inseridos, ensinando e mostrando a adequação do uso. Daí a importância da abordagem dos vários gêneros textuais, exercitando a linguagem no seu contexto social. Com a crescente inclusão digital e o advento da web 2.0, com suas ferramentas interativas, a linguagem virtual passou a ser cotidiana. Como destaca Marcuschi, a escrita é a forma predominante mesmo nas comunicações síncronas. Devido às pecualiaridades das situações comunicacionais, novas formas de escrita vão surgindo. A escrita eletrônica, devido à quantidade de recursos audiovisuais que a acompanham, precisa ser mais sucinta e breve. A escrita abreviada e cheia de códigos, própria das comunicações instantâneas, batizada de "internetês" não pode ser desconsiderada pelos professores. É necessário mostrar aos nossos alunos o seu uso adequado e contextualizado. Com o surgimento dos vários gêneros citados pelo autor, estabeleceram-se também algumas normas de comunicação chamadas de netiquetas, que são importantes, assim como são importantes as normas gramaticais para a escrita no papel. Penso que junto com as formas desses gêneros, devem ser orientados os alunos também nesse sentido, bem como nos aspectos legais que implicam na responsabilidade de autoria. Possibilitar a criação de um endereço eletrônico, participação em fóruns, videoconferências, blogs, bate-papos educacionais tem sido uma rotina que tenho adotado com meus alunos. Mas junto com isso tenho tido essa preocupação de alertar para as posturas corretas, com respeito à legislação digital.

A gestão das Tecnologias

Segundo o professor Moran, os passos para uma boa gestão devem envolver a garantia do acesso, ter os recursos tecnológicos disponíveis; o domínio técnico através da capacitação do professor; o domínio pedagógico e gerencial – integrando as tecnologias no processo ensino-aprendizagem e, por fim, as soluções inovadoras através da interação via rede. É evidente que a integração entre o administrativo e o pedagógico deve existir para que as tecnologias possam estar a serviço de uma melhor educação, auxiliando no processo ensino-aprendizagem e na integração da escola com a comunidade. O gestor, a equipe diretiva, exerce papel fundamental para garantir a integração de todos esses aspectos. O multiplicador por sua vez, deve orientar para as possibilidades de utilização da tecnologia , fazendo entender que o administrativo e o pedagógico complementam-se. Se a equipe diretiva tiver conhecimento da importância do uso das tecnologias, investirá em recursos financeiros e em recursos humanos, abrindo espaço para a formação dos professores. Vejo que o multiplicador é o elemento integrador , mediador, tanto a nível do administrativo quanto do pedagógico. A implantação do uso das tecnologias, de forma assim integrada dentro dos setores da escola, não tem ocorrido de forma tão fácil na maioria das escolas. Muitas vezes encontramos laboratórios de informática sucateados, com máquinas quase obsoletas. Outras vezes, temos laboratórios quase intactos, com falta de recurso humano especializado que oriente sua utilização ou por falta de estímulo das direções que os trancam a chave. Em outras nos deparamos com a luta solitária de um profissional pela implantação das tecnologias, sendo pouco estimulado e apoiado pelos gestores que impedem espaços de formação. Enfim, são inúmeros exemplos pelo Brasil afora. Não basta que apenas ocorra o entendimento entre os setores da escola. É preciso vontade política dos órgãos públicos responsáveis para viabilizar isso, aplicando tanto recursos financeiros, quanto recursos humanos especializados que cuidem dessa parte. Talvez essa discussão devesse se estender um pouco mais e deveriam ser corrigidas algumas incoerências, pois investe-se na formação de profissionais que muitas vezes depois não são aproveitados.Por isso, quando se fala em gestão, creio que isso extrapole os limites da escola. O multiplicador cada vez mais será importante na formação dos professores. Seu papel de sensibilizador para o uso das tecnologias é urgente, pois se ainda estamos engatinhando para a utilização dos laboratórios de informática, onde o professor ainda vai por opção, o mesmo não podemos dizer da necessidade de “todos” integrarem as TICS na sua prática quando provavelmente, em breve teremos uma mudança significativa se for implantado o projeto OLPC (um laptop por criança), já em fase de teste em 2007 em algumas cidades do país. Nesse caso, o computador passa a ser usado dentro da sala de aula e então a formação do professor será uma necessidade cada vez maior. Temos de começar a nos preparar para essa realidade.

08 fevereiro 2007

Mais um pouco sobre o tempo

Fonte:de0a20.blogspot.com

"NÃO TENHO TEMPO. SOU OCUPADÍSSIMO"

Dizem que o Papa Pio XII dava encargo somente para os cardeais mais ocupados da Santa Sé. E quando alguém argumentava dizendo que "aquele fulano já tem muito afazeres", ele respondia: "É por isso mesmo que o escolhi para mais esta tarefa. Só os ocupados acham tempo para colaborar com os outros".E isto parece verdade. Quantas pessoas nós conhecemos no dia-a-dia desta sua cidade que vivem a dizer "NÃO TENHO TEMPO". Vivem ocupados de sua ociosidade. Não têm tempo para fazer nada porque nunca nada fizeram pela cidade ou pela sua comunidade. A única coisa que sabem fazer é reclamar. E quando alguém lhe sugere que assuma algo em beneficio de alguém, ele logo responde com cara de cansado: "NÃO TENHO TEMPO". O pior é que a frase não fica aí. Logo atrás vem as estapafúrdias explicações do porque o gajo não tem tempo para colaborar. "Sou ocupadíssimo". E continua: "Você não imagina quanta coisa atrasado nem tenho para pôr em dia nesta semana. Não conte comigo". E não queira o interlocutor descobrir o que tanto tem o "ocupadíssimo" para fazer, porque jamais descobrirá. Nem ele próprio sabe!O que ele quer é continuar na sua posição de "critica" de "ocupadíssimo".Podem reparar os leitores que em todos os lugares, clubes de serviços, associações beneficentes e de amigos de bairro, etc, é sempre a mesma "meia-dúzia" que carrega tudo nas coisas. O resto só "mete o pau". O resto não tem tempo para"perder" com estas coisas, pois todos são "ocupadíssimos". São sempre as mesmas pessoas que ajudam, que vendem as rifas, que compram rifas,que enfim, fazem tudo. É o que diz o meu vizinho:"Bato o escanteio e marco o gol de cabeça, pois o desgraçado do outro nunca está na área". Eassim, em tudo, há aqueles que tudo fazem. Vejam um clube de serviço: Quem é que anima as reuniões, que convida os palestrantes, que marca os jogos e as confraternizações? São sempre os mesmos que são até vistos como "chatos", que não sabem"ficar quietos" e que,"como não têm serviço, ficam arranjando compromisso para os outros..." Tem gente que parece entrar num clube ou numa associação para não fazer nada e reclamar de quem faz. O ideal é o niilismo de nada fazer!
As sociedades e associações, então, dão até pena de conhecer. Quando a gente pensa que existe um grupo de pessoas abnegadas e trabalhadoras, ficamos sabendo que tudo é feito por um só ou por dois que varam a noite fazendo aquilo em nome da"associação..." E eu pergunto: Associação de quê? De quem? E eu mesmo respondo: Associação dos que fazem e dos metem o pau nos que fazem, muitas vezes dizendo: "Falei que ia sair uma droga!Esses caras não são de nada! É pena que eu não tenha tempo para mostrar a eles como é que se trabalha". E assim por diante. Todos aqueles que se dispõe a fazer alguma coisa na vida, já encontram esses"ocupadíssimos" pela frente.E quando a coisas dão certo, eles falam: "Também, o fulano só faz isto!Queria ver se ele fosse ocupado como eu"! Ou comentários que, só ouvindo, pra acreditar. Isso quando não se diz com a menor cerimônia: "Esse fulano quer aparecer! Fica se metendo a ajudar os outros, a fazem tudo, a querer estar em todas, o que ele quer é confete! Também, é um vagabundo! Queria ver se fosse ocupado como eu." e assim por diante.A sorte do mundo é que esses "ocupadíssimos" não se metem a ajudar, pois tenho a certeza de que o dia em que se dispusessem a fazer alguma coisa, tudo acabaria de vez.A sorte do mundo é que as pessoas que"acham tempo" continua achando cada vez mais tempo para ajudar o próximo, para se meter a trabalhar e até para "aparecer", pois se dessem ouvidos aos "ocupadíssimos" o mundo já teria acabado.Essas pessoas que vivem dizendo que são "ocupadíssimos" e que nunca podem colaborar, deveriam "se mancar" e pedir demissão dos clubes de serviço, associações, sociedades, comissões, etc, pois pelo menos não atrapalham os que querem fazer ou "aparecer", como são acusados os que fazem. Ter a coragem de assumir o próprio ócio, a própria incapacidade de fazer é, pelo menos, mais digno do que se postar numa posição de "ocupadíssimo", sendo que todo mundo sabe que essas pessoas fazem é NADA. São, de fato,incompetentes para ajudar quem trabalha. São, de fato, só papo. São as palmatórias do mundo, para quem tudo está errado e deveria ser feito de maneira diferente. Só que nunca nada fizeram, nem farão. Estão"ocupadíssimos..."
Fonte: desconheço a autoria. Texto utilizado no curso Webquest Total do Portal Poie.

07 fevereiro 2007

Meu tempo

O tempo é a questão colocada para ser refletida no início do eixo 2 da especialização.
Administrar o tempo tem sido um desafio pra mim. Tanta coisa pra viver e ter que estabelecer prioridades. Pena o dia ter só 24 horas. Às vezes queria ter um clone para realizar tudo o que quero. Tanta coisa pra viver, pra descobrir, como aquele menino que foi ver o mar pela primeira vez e , extasiado com tanta beleza disse: “-Pai, me ajuda a ver o mar?!” Tem vezes que parece que estamos sós para ver a vida? Vivemos ilhados, vivemos em casulos, esbarramos um no outro e no entanto, estamos a quilômetros de distância. Li uma frase que dizia:
“Viver é a coisa mais rara, a maioria só existe.”
Priorizar o tempo, eis a questão! Equilibrar o tempo kronos (quantidade) e o tempo Kairos(qualidade) não é tarefa fácil. E nessa maratona de buscar o sonho, esbarramos em muitas pedras, como disse o poeta Drummond “Tinha uma pedra no meio do caminho”... Mas também, no caminho tem flores, graças a Deus. E são elas que ajudam a suportar as dores do caminhar. Com a experiência de interagir na Internet, encontrei muitos colegas, amigos e colaboradores que perfumam meu caminho. Falamos a mesma linguagem e, por incrível que pareça, a distância se faz presença, nos momentos em que mais preciso.
No fórum , no chat, no blog, no MSN, na lista de discussão a máquina deixa sua frieza de lado para ceder espaço à emoção de ser gente por detrás dela. É a web 2.0. Pena que tantos ainda não descobriram. Mas vamos continuar acreditando, esmorecer, jamais...

Tempo

Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã, você acorde com um saldo de 86 mil e 400 reais. Só que não é permitido transferir o saldo para o dia seguinte. Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.
O que você faz?? Irá gastar cada centavo, é claro!! Todos nós somos clientes deste banco que estamos falando.

Se chama TEMPO. Todas as manhãs são creditados para cada um 86.400 segundos. Todas as noites o que sobra é debitado, como perda. Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte. Todas as manhãs a sua conta é reinicializada e, todas as noites as sobras do dia evaporam. Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário.
Invista então, no que for melhor, na saúde, na felicidade e no Sucesso!! O relógio está correndo. Faça o melhor para o seu dia-a-dia.

- Para você perceber o valor de um ano, pergunte a um estudante que repetiu de ano.

- Para você saber o valor de um mês, pergunte a uma mãe que teve seu bebê prematuro.- Para você saber o valor de uma semana, pergunte a um editor de jornal semanal.

- Para você saber o valor de uma hora, pergunte a aqueles apaixonados que estão esperando para se encontrar.

- Para você saber o valor de um minuto, pergunte a uma pessoa que perdeu o avião.

- Para você saber o valor de um segundo, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.

- Para você saber o valor de um milésimo de segundo, pergunte a alguém que venceu a medalha de prata de uma Olimpíada.

Valorize cada momento que você tem!! Lembre-se: "O tempo não espera por ninguém.Ontem, é história,o amanhã, é um mistério...,por isso é chamado de presente!"

02 fevereiro 2007

Dicas de busca no Google


O Google é a máquina de busca mais utilizada atualmente. Mas para utilizar com eficácia é preciso entender um pouco da lógica usada. Seu mecanismo de busca utiliza uma técnica chamada pagerank, que avalia a relevância das páginas encontradas. A maioria das vezes essa relevância é determinada pelo número de visitas da página ou pelo número de links atribuídos a ela. Como são milhões de páginas que os indexadores armazenam, assim, é preciso filtrar a informação que desejamos da forma mais específica possível, limitando o resultados da páginas que interessam realmente, pois levaria muito tempo, impossível mesmo para navegar em todas as páginas, por isso usa-se os recursos de pesquisa avançada, que vão apresentar resultados mais específicos quanto mais objetivos formos.
Um recurso do google é a busca direta. Clicando em “estou com sorte” ele vai apresentar o endereço da página mais relevante sobre o assunto. O recurso “em cachê” (pesquisa memorizada) que armazena os endereços das páginas na última versão em que foram carregadas, caso estejam indisponíveis no momento da pesquisa. Nesse caso, aparecem os termos procurados grifados em amarelo. Outro recurso interessante é o tradutor. Algumas páginas podem ser traduzidas on line, obviamente há falhas, mas é um recurso excelente para quem não domina idiomas e encontra algo que interesse.
O mecanismo de busca do Google têm os seguintes grupos: web (todas as páginas indexadas), imagens , grupos (listas de discussão e comunidades virtuais), notícias e mais diretório( pesquisa por páginas agregadas em categorias), busca específica por blogs, busca por artigos acadêmicos, busca por livros. Todos os recursos possuem a pesquisa avançada que possibilita refinar cada vez mais a busca. Por exemplo, nas imagens é possível determinar o formato, tamanho , cores. Nos grupos podemos delimitar a procura por autor, idioma, data da mensagem etc.
Algumas dicas úteis. Clique no link para ver as vídeo-aulas.
Pesquisa de imagens - basta acessar a opção imagem e inserir as referências desejadas. Algumas imagens têm direito de uso e é necessário consultar os autores.
Localização de informações em arquivos pdf, doc, rtf, etc - para localizar informações somente em determinado tipo de arquivos, digitar "filetype:pdf" antes do termo procurado.
Páginas semelhantes - clicando em páginas semelhantes o google encontra informações similares.
Domínio restrito - o google encontra informações apenas num determinado site. Digitar "site:" junto ao termo procurado.
Procura por expressões - basta colocar entre aspas o termo ou expressões desejadas.
Inclusão ou eliminação de palavras - inserir os termos "-" ou "+" antes dos termos que queremos excluir ou incluir. Vale para os sites "- site:" ou tipo de arquivos "- filetype: doc".
Definição de termos - usar "define:" para encontrar termosem glossários ou enciclopédias.
O google permite usar mais de um recurso combinado, o que vai tornar a busca mais eficiente.
Pesquisa avançada - recursos mais específicos na busca, basta definir clicando na opção.
Todas as palavras serão lidas como minúsculas e sem acento, independente de como forem digitadas, porém não serão identificadas abreviaturas.
Acho extremamente importante explorar esses recursos de pesquisa, pois estamos diante de uma avalanche de informações. Saber selecionar o que é relevante e o que interessa é uma competência que nós, educadores temos de aprender e ensinar urgentemente, pois nossos educandos têm o acesso a todo esse mar. Porém estão desnorteados. Temos o papel de sermos a bússola.
Fontes: Alguns dados retirados do Curso de Especialização Tecnologias em Educação-PUC Rio ( Oficina Recursos de Pesquisa na Web) e http://www.eproinfo.mec.gov.br

Mecanismos de Busca na Web

Os sistemas de busca são construídos a partir da catalogação de dados processados por programas de computador, enquanto os diretórios são catalogados por humanos.
No primeiro caso, os chamados "robôs ou WebCrawler" rastreiam automaticamente todas as informações dos sites, armazenam elas num banco de dados e recuperam esses dados cada vez que solicitamos através de palavras-chaves em um processo totalmente mecânico e lógico, podendo estar sujeito a enganos, pois a lógica do sistema de busca pode ser enganada, pois ela trabalha sem subjetividade.
As informações de diretórios somente serão conhecidas e catalogadas se o proprietário do site cadastrar e a página será submetida a uma avaliação, realizada pelo servidor de diretório. Essa diferença fundamental entre os dois mecanismos de busca sinaliza para outras observações pertinentes. Os endereços submetidos aos diretórios são sujeitos a uma análise subjetiva dos editores, que podem ou não considerar o site merecedor de ser catalogado.
Pela lógica, supõe-se que somente informações relevantes sejam aprovadas nos diretórios, enquanto que nos sistemas de busca, toda informação é catalogada, independente de sua qualidade e autenticidade. Em contrapartida nos servidores de sistema de busca, o volume de informações é infinitamente maior, pois todos os sites publicados são detectados pelos robôs, Nos diretórios apenas os sites informados pelos donos são catalogados. É perceptível também, que os sistemas de busca, possuem a vantagem de permanecerem atualizados, por conta da tarefa automatizada, enquanto os servidores de diretório correm o risco da desatualização.
É perceptível, que a quantidade de resultados obtidos no sistema de busca, são estratosfericamente maiores que os obtidos em servidores de diretório. Entre as dificuldades, podemos observar que muitas vezes, o servidor de busca, necessita do uso de delimitadores para uma pesquisa mais eficaz. Esses delimitadores, são uma forma de buscar somente resultados mais aproximados, pois se usarmos digitar em um buscador a palavras-chave blogs educativos teremos um resultado, onde apareceram também páginas que possuem somente uma das palavras, se utilizar o delimitador e colocar as palavras entre aspas dessa forma “blogs educativos” teremos resultados somente relativos a frase.

30 dezembro 2006

Competências e saberes do professor para prática pedagógica com integração das mídias

Utilizar mídias na prática pedagógica nem sempre significa integrá-las a ela. Muitas vezes os educadores as utilizam como um complemento das aulas, mas não aproveitam o potencial inovador das tecnologias, de forma que estas servem apenas para reforçar velhas práticas. A integração das mídias ocorre à medida que os educandos, através de seu uso, encontram oportunidades de construir seu conhecimento, através da mediação do professor.
O professor somente consegue integrar as mídias ao seu fazer pedagógico quando tem uma postura diferente da tradicional, em que ensinar é transferir conhecimentos. Quando o foco sai do professor, para priorizar o aluno, como um sujeito na construção do seu conhecimento, certamente as mídias exercem um grande papel como ferramentas auxiliares nesse processo.
O educador precisa saber contextualizar a aprendizagem, o que é significativo para os educandos, trabalhando com projetos do interesse dos mesmos, partindo da realidade vivenciada. Deve dar espaço para que desenvolvam competências através da significação e resignificação das informações, transformando-as em conhecimentos. Um exemplo de atividade que pode integrar as tecnologias é a webquest, metodologia de pesquisa realizada na internet , na qual o professor pode ser o autor, publicando a proposta. Os alunos buscam informações que deverão ser transformadas em conhecimentos realizando tarefas lançadas como desafios. Nessa metodologia, os educandos aprendem a trabalhar de forma colaborativa, refletindo sobre as informações ao invés de simplesmente copiar e colar, como muitas vezes ocorre. Assim também em outras ferramentas nas quais é possível interagir , os educandos ganham autonomia e aprendem a pensar. Um exemplo concreto de integração das mídias é a construção de uma rádio web pelos alunos da escola Caic Mariano Costa, de Joinville, SC. Uma equipe de alunos, orientados pela professora do laboratório, organiza o roteiro dos programas, utilizando uma wikispaces, em que cada membro é responsável por um assunto. Os próprios alunos fazem as gravações, utilizando um software livre, versando temas sobre variedades, caça talentos, entrevistas, etc. Para a realização do projeto os educandos utilizaram e buscaram conhecimentos sobre rádio, visitando uma na cidade.
Também tenho bastante experiências pessoais com utilização de tecnologias na educação, aplicadas nas minhas aulas. Uma delas são os blogs educativos através dos quais os alunos interagem de forma colaborativa com outras pessoas de outros lugares geográficos, construindo e socializando conhecimentos. Uma das experiências mais bem sucedidas foi o blog Vidas Secas,da ficção à realidade (http://vidassecascolbachini.zip.net), desenvolvido em 2005 e com a proposta novamente colocada em prática em 2006 no blog Ficção Versus Realidade(http://ficrealidade.blogspot.com). Nos blogs utilizamos a literatura como forma de analisar a realidade dos educandos e fazemos intercâmbio com outros alunos e escritores das obras trabalhadas.
Obviamente é preciso que o educador compreenda as linguagens midiáticas e isso só poderá ocorrer com formação continuada, através de redes colaborativas em que haja trocas de informações e saberes entre os pares. A curiosidade de aprender a aprender é fundamental para que a reflexão e a mudança sobre a prática ocorram. O educador precisa ter a competência de ser um aprendiz., ser pesquisador. De buscar a própria formação, inserindo–se em listas de discussão, participando de fóruns, buscando parcerias de trabalho em comunidades virtuais e também entre os colegas da escola.
Moran afirma que “faremos com as tecnologias mais avançadas o mesmo que fazemos conosco, com os outros, com a vida. Se somos pessoas abertas, as utilizaremos para comunicar-nos mais, para interagir melhor. Se somos pessoas autoritárias, utilizaremos as tecnologias para controlar, para aumentar o nosso poder. O poder de interação não está fundamentalmente nas tecnologias, mas nas nossas mentes”. Utilizar a internet ou outras mídias apenas para receber informações é reforçar a idéia do professor detentor do saber. Paulo Freire buscava fundamentar o ensino-aprendizagem em ambientes interativos, através de recursos audiovisuais. Ele deixou claro a importância da comunicação no processo de construção do conhecimento e que este acontece em outros lugares além da escola.
Através da interação é possível que o educando passe a ser autor e não mero receptor. O educador deve ser instigador da reflexão e mediador no processo de construção do conhecimento.
 
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