30 dezembro 2006

Competências e saberes do professor para prática pedagógica com integração das mídias

Utilizar mídias na prática pedagógica nem sempre significa integrá-las a ela. Muitas vezes os educadores as utilizam como um complemento das aulas, mas não aproveitam o potencial inovador das tecnologias, de forma que estas servem apenas para reforçar velhas práticas. A integração das mídias ocorre à medida que os educandos, através de seu uso, encontram oportunidades de construir seu conhecimento, através da mediação do professor.
O professor somente consegue integrar as mídias ao seu fazer pedagógico quando tem uma postura diferente da tradicional, em que ensinar é transferir conhecimentos. Quando o foco sai do professor, para priorizar o aluno, como um sujeito na construção do seu conhecimento, certamente as mídias exercem um grande papel como ferramentas auxiliares nesse processo.
O educador precisa saber contextualizar a aprendizagem, o que é significativo para os educandos, trabalhando com projetos do interesse dos mesmos, partindo da realidade vivenciada. Deve dar espaço para que desenvolvam competências através da significação e resignificação das informações, transformando-as em conhecimentos. Um exemplo de atividade que pode integrar as tecnologias é a webquest, metodologia de pesquisa realizada na internet , na qual o professor pode ser o autor, publicando a proposta. Os alunos buscam informações que deverão ser transformadas em conhecimentos realizando tarefas lançadas como desafios. Nessa metodologia, os educandos aprendem a trabalhar de forma colaborativa, refletindo sobre as informações ao invés de simplesmente copiar e colar, como muitas vezes ocorre. Assim também em outras ferramentas nas quais é possível interagir , os educandos ganham autonomia e aprendem a pensar. Um exemplo concreto de integração das mídias é a construção de uma rádio web pelos alunos da escola Caic Mariano Costa, de Joinville, SC. Uma equipe de alunos, orientados pela professora do laboratório, organiza o roteiro dos programas, utilizando uma wikispaces, em que cada membro é responsável por um assunto. Os próprios alunos fazem as gravações, utilizando um software livre, versando temas sobre variedades, caça talentos, entrevistas, etc. Para a realização do projeto os educandos utilizaram e buscaram conhecimentos sobre rádio, visitando uma na cidade.
Também tenho bastante experiências pessoais com utilização de tecnologias na educação, aplicadas nas minhas aulas. Uma delas são os blogs educativos através dos quais os alunos interagem de forma colaborativa com outras pessoas de outros lugares geográficos, construindo e socializando conhecimentos. Uma das experiências mais bem sucedidas foi o blog Vidas Secas,da ficção à realidade (http://vidassecascolbachini.zip.net), desenvolvido em 2005 e com a proposta novamente colocada em prática em 2006 no blog Ficção Versus Realidade(http://ficrealidade.blogspot.com). Nos blogs utilizamos a literatura como forma de analisar a realidade dos educandos e fazemos intercâmbio com outros alunos e escritores das obras trabalhadas.
Obviamente é preciso que o educador compreenda as linguagens midiáticas e isso só poderá ocorrer com formação continuada, através de redes colaborativas em que haja trocas de informações e saberes entre os pares. A curiosidade de aprender a aprender é fundamental para que a reflexão e a mudança sobre a prática ocorram. O educador precisa ter a competência de ser um aprendiz., ser pesquisador. De buscar a própria formação, inserindo–se em listas de discussão, participando de fóruns, buscando parcerias de trabalho em comunidades virtuais e também entre os colegas da escola.
Moran afirma que “faremos com as tecnologias mais avançadas o mesmo que fazemos conosco, com os outros, com a vida. Se somos pessoas abertas, as utilizaremos para comunicar-nos mais, para interagir melhor. Se somos pessoas autoritárias, utilizaremos as tecnologias para controlar, para aumentar o nosso poder. O poder de interação não está fundamentalmente nas tecnologias, mas nas nossas mentes”. Utilizar a internet ou outras mídias apenas para receber informações é reforçar a idéia do professor detentor do saber. Paulo Freire buscava fundamentar o ensino-aprendizagem em ambientes interativos, através de recursos audiovisuais. Ele deixou claro a importância da comunicação no processo de construção do conhecimento e que este acontece em outros lugares além da escola.
Através da interação é possível que o educando passe a ser autor e não mero receptor. O educador deve ser instigador da reflexão e mediador no processo de construção do conhecimento.

11 novembro 2006

Seminário Virtual

Estamos organizando um Seminário Virtual. Confesso que estou esgotada de ficar noites adentro lendo , interagindo , pois só temos esse horário para encontrar os colegas de grupo. Fazer um curso à distância, trabalhando em grupo é um desafio e tanto , é um vencer desafios, é matar um leão por dia. Conciliar interesses, trocar saberes, usar o jogo de cintura até mesmo com coisas que a gente discorda, são aprendizagens que vamos somando. Optamos por criar uma wikispaces para ir organizando nossas pesquisas sobre o tema: metodologia da Pesquisa-ação. Sobre o assunto, posto depois, mas pra definir um conceito, creio que a pesquisa-ação envolve uma resolução de um problema coletivo, em que pesquisador e participantes estão ambos envolvidos e comprometidos com a reflexão e a mudança da prática.

27 outubro 2006

Planejar, Avaliar

Fonte:www.uniso.br

Planejar, como diz Luckesi, é estabelecer fins e construí-los através de uma ação intencional. A avaliação , por sua vez, é uma forma de olhar criticamente essa construção no intuito de redirecionar com outras alternativas aquilo que não obtém o resultado desejado. Mas na prática, o que se observa ainda em muitos casos, está longe disso. Muitas vezes confundem-se os meios com os fins.
Meu instrumento de trabalho é a língua portuguesa. Minha preocupação ao planejar é a de que os alunos possam chegar ao aperfeiçoamento da comunicação oral e escrita, desenvolvendo a capacidade de expressar de idéias, sentimentos, argumentos. Tenho a clareza de que a linguagem deve servir de instrumento de libertação e para tanto é preciso propor situações em que os alunos estejam em condições de construir a organização do pensamento, para poder expressá-lo. Luckesi afirma enfaticamente que o planejamento envolve um comprometimento social, ideológico. Na minha escola, o planejamento é feito de forma colaborativa, tendo todos os elementos envolvidos participando. Os alunos participam desse planejamento à medida que indicam quais os temas que mais os intrigam e precisam de uma mudança dentro da sociedade. Dessa forma o planejamento tem um fim social, de transformar o que não está satisfatório.
Eu concordo com essa ideologia, e na minha prática procuro escolher ferramentas que considero que sejam os melhores meios para efetivar a aprendizagem dessa comunicação na prática, dando ao educando a oportunidade de exercitar a cidadania , extrapolando os limites da sala de aula. Procuro sempre aliar o ensino da língua materna à análise do cotidiano do aluno, trazendo à discussão assuntos e problemáticas de seu interesse. Dou ênfase para atividades de leitura e produção textual e trabalhar a gramática de forma contextualizada.Procuro utilizar a tecnologia como meio que auxilie a chegar aos objetivos traçados, por ampliar possibilidades de abrangência na comunicação. Os intercâmbios escolares creio que contribuem muito para o exercício da linguagem na sua função social. Há algum tempo atrás realizamos um intercâmbio através de cartas, via correio, com uma escola de São Paulo. Atualmente, uma das ferramentas que utilizo são os blogs e páginas de escrita colaborativa. Através delas, os alunos expressam seu pensamento, comunicam-se com outras pessoas de fora da escola. Dessa forma penso que o uso da tecnologia é um meio e não um fim.
Foi com esse texto que abri o blog Opinião, em 2005, com alunos do ensino técnico:
"Queridos Alunos!Apropriar-se da linguagem significa uma forma de inclusão social, pois aqueles que não sabem expressar-se estão sujeitos à opressão de quem fala por eles. E nem sempre podemos garantir que os outros defendem as idéias que temos. Mas para defender nossas idéias, temos que estar por dentro dos fatos, temos que aprender a ler o mundo, nas mais diversas linguagens.Falar ou escrever sem fundamentar bem as idéias pode ser pior que o silêncio. Ler e escrever só se aprendem de um jeito: lendo e escrevendo.Este espaço foi criado para você emitir suas opiniões. Bom trabalho!!!”
Quanto à questão da avaliação, creio que é o ponto mais crucial do processo ensino-aprendizagem. Ainda temos muitas dificuldades no geral. Mas vejo que ela deva ser formativa, acompanhar como se dá o processo de construção do conhecimento. Geralmente avalia-se a partir do que o professor determina como certo ou errado. Eu vejo que o mais importante na avaliação é como o aluno se porta durante o processo, sua evolução e não simplesmente pelo que produz no final. Acho que cometemos uma injustiça muito grande quando se avalia para classificar, sem retomar as dificuldades do aluno. Nesse caso a avaliação não cumpre o objetivo de construir, de incluir.

22 outubro 2006

Aprendizagem Colaborativa

Fonte: www.vivenciapedagogica.com.br
Estamos num tempo em que o mundo vive tantos problemas, com as pessoas presas em seus casulos, perdidas em seus problemas existenciais. Nunca estivemos tão rodeados de gente e no entanto tão sozinhos, tão angustiados. E agora José? Que fazer? Estamos começando a perceber que a soluções precisam ser coletivas. Precisamos cada vez mais proporcionar situações de aprendizagem em que o eu ceda lugar ao nós, em que os aprendizes vivam situações semelhantes às que irão vivenciar como cidadãos que só poderão ser felizes convivendo, cooperando, fazendo trocas, partilhas. Não existe outra saída: Ou educamos para a solidariedade ou pagamos o preço da solidão. Ou educamos para a partilha ou ficaremos prisioneiros de um egoísmo que nos afastará cada vez mais, cada um buscando caminhos desencontrados onde um ganhará em detrimento do outro, criando abismos sociais.
A aprendizagem colaborativa pode acontecer em qualquer ambiente, não necessariamente apenas no ambiente virtual , mas quero falar aqui especialmente do uso da internet, que é objeto mais específico de nosso estudo. Nós , educadores que escolhemos o papel de abrir caminhos, de mostrar o novo, utilizando a tecnologia, ainda teremos uma árdua missão pela frente. Porque a grande maioria dos mortais ainda não se deu conta do potencial que o computador tem. Muitos ainda o utilizam para perpetuar velhas práticas, ou seja, receber informações. Com o advento da web.2 a palavra chave é interação. Temos a possibilidade de trocar informações, sermos autores, interferir no processo. Isso é uma verdadeira revolução rumo à nossa libertação, submetidos que fomos sempre às idéias que nos foram impostas sem chance de contra-argumentação.
Nos ambientes colaborativos de aprendizagem à distância, é preciso que cada membro da equipe saiba interagir, deixar a sua contribuição. Apenas acompanhar através de leituras muitas vezes é se apropriar do conhecimento do outro sem contribuir com nada em troca. Sempre haverá diferenças entre os pares, porém a riqueza está na troca dos diferentes saberes.Os mais experientes em determinado assunto auxiliam os que ainda o desconhecem. Assim ocorre a motivação de ambas as partes. Na aprendizagem colaborativa, tem haver a constante troca de idéias, cada elemento sendo responsável pelo resultado do grupo, assumindo tarefas interdependentes. A avaliação do processo pode ser feita pelos pares e também através de auto-avaliação. Também, se a avaliação depender em parte do desempenho total do grupo, cada elemento sentir-se-á responsável pelos demais.
São inúmeras as formas de aprendizagem colaborativa na internet hoje, que podemos utilizar com alunos. Coloco aqui alguns exemplos.Além dos blogs, onde os alunos de várias escolas podem trocar idéias entre si, temos cada vez mais ferramentas de escrita colaborativa, como a wiki, o writely, webnote, etc. A webquest é um grande exemplo de trabalho para ser feito de forma cooperativa, com os alunos solucionando problemas em grupo. Enfim, temos um prato cheio. Basta se dispor a inovar.

15 outubro 2006

Professor do Século XXI

Hoje, no dia do professor, é bom repensar a nossa prática. Somos ou deveríamos ser mediadores, eternos aprendizes junto com nossos alunos, movidos pela curiosidade com o novo. Qual o perfil desse novo educador dos tempos modernos? O jornal Zero Hora publicou uma matéria muito interessante. Acho que já estamos no caminho. PARABÉNS PELO DIA DO PROFESSOR!

Nasce a escola do futuro

Dia do Professor

JAISSON VALIM

O avanço das tecnologias cria um surpreendente fenômeno nas salas de aula brasileiras: os professores, que comemoram seu dia neste domingo, voltam os olhares para o passado. Com os computadores cada vez mais acessíveis, a ampliação do acesso à Internet e a criação de novos games eletrônicos educativos, especialistas defendem que os docentes retomem um modelo pedagógico iniciado há quase 2,5 mil anos. Leia a matéria completa aqui.

08 outubro 2006

Escola do Bairro Cinza



O Que Podemos Melhorar?


A Escola do Bairro Cinza , depois de algumas medidas que tomei , passou a chamar-se Escola Arco-Íris. Quem passa por ela, percebe uma energia boa. Fica no centro da Cidade das Cores, no Bairro Multicolorido. A escola , igual ao que mostra no primeiro vídeo, parece com o sol que fornece luz e energia. Assim, não há pessoa que viva naquela cidade que não tenha passado nela e buscado conhecimento para resolver situações problemáticas da vida ou para desenvolver competências no seu trabalho. O sol é o centro do sistema solar, assim como a escola é o centro da comunidade. Nela estão representados todos os segmentos sociais. Assim como a energia do sol se transforma em vida na natureza, o conhecimento construído na escola se transforma em ações na sociedade, gerando a vida social. Sobre esse conhecimento Jean Piaget estudou com afinco, desvendando o funcionamento da aprendizagem nas crianças. Conhecimento que provém das ações delas com o meio. Conhecimento que se constrói muitas vezes a partir de um erro, a partir do interesse das crianças sobre um objeto.
Então, percebendo a apatia cinzenta daquele lugar propus algumas medidas.
1º - Resolvi construir o Plano Político Pedagógico. Para isso reuni todos os segmentos da comunidade escolar: pais, professores, alunos e funcionários . Discutimos a nossa realidade e refletimos sobre as nossas necessidades. Colocamos nesse plano todos os nossos anseios. Criamos na escola o Conselho Escolar, o Círculo de Pais e Mestres, o Grêmio Estudantil. Criamos os espaços pedagógicos como a Biblioteca , o Laboratório de Informática, a Sala de Leitura, o Laboratório de Ciências. Tudo regulamentado no PPP.
2º - Tendo a comunidade escolar representada, partimos para a criação dos Planos de Estudo. Resolvemos planejar tudo a partir da realidade dos alunos. Para isso reunimos novamente todos os segmentos da comunidade escolar e fizemos uma pesquisa participante, em que cada um (pai, aluno, professor e funcionário) colocou falas sobre pontos críticos da comunidade. Assim, definimos os temas geradores que integrariam os conhecimentos em todas as disciplinas a serem trabalhadas.
3º- Por fim, já de posse dos assuntos de interesse de todos, ligados à realidade vivenciada, organizamos uma formação continuada para os educadores da escola. Assim, toda semana, nos reunimos, por áreas de estudo para planejar e estudar partindo sempre do tema gerador , que integra educandos e educadores.
Para resumir a história, o que era cinza virou cor. Os alunos passaram a entender que a educação tem uma função social. A escola se abriu para a comunidade, trabalhando de forma integrada com outras entidades. Agora os alunos sabem que tudo tem um significado, porque está contextualizado. Estudamos para melhorar nosso meio social, para nos preparamos para ser cidadãos competentes, que saibam cuidar do mundo que nos rodeia a fim de vivermos mais felizes juntos.

03 outubro 2006

Início da Segunda Etapa

Hoje inicia a segunda etapa com as disciplinas Design Didático e Pesquisa e Saber Docente. Temos nova Tutora, mas espero que o Sérgio continue interagindo. Tenho certeza disso. Ele nos deixou um pensamento do Saramago que espero poder seguir "Sim, não tenhamos pressa. Mas não percamos tempo." e também outr odo Leminski: "Meus amigos, quando me dão a mão, sempre deixam outra coisa, presença, olhar, lembrança, calor. Meus amigos, quando me dão, deixam na minha a sua mão." .
Durante a primeira etapa, já foi possível sentir o gosto da convivência.Mesmo sendo um curso à distância, as amizades são reais. E deixo aqui outra mensagem que deve ser do Vinícius de Moraes,agradecendo especialmente ao Sérgio por tudo.


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, trêmulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando
comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

27 setembro 2006

Final da 1ª Etapa


Estou postando hoje depois de dias. Acabaram as duas primeiras disciplinas. Acho que tudo correu bem. Sem sobressaltos, a não ser driblar o tempo. Infelizmente, não pude curtir como queria a alegria e o alívio por essa primeira etapa vencida. Caí de cama por dias, quase direto.
Isso não ocorria desde nem sei quando, nem lembro. Sinto- me debilitada, por mais que queira sentir-me forte. Por sorte tivemos um intervalo de duas semanas. Na próxima iniciaremos novos estudos, com tutora nova e espero que eu possa estar me sentindo muito melhor do que hoje, porque senão será complicado. Quero, preciso estar melhor. Vou estar melhor. Estou motivada para isso. E por falar em ...
MOTIVAÇÃO
Todo comportamento advém de uma necessidade que motiva o sujeito para ação que leva à satisfação da mesma. Essa necessidade pode ser de buscar o prazer ou evitar a dor. Por isso, quando alguém não realiza uma ação esperada, na verdade está motivado pela necessidade de fugir ou apagar alguma experiência de dor. Segundo Maslow, existe uma hierarquia das necessidades humanas que vai desde as necessidades fisiológicas até a auto-realização. E de acordo com ele, somente ocorrem novas necessidades, quando as anteriores forem sendo atendidas. Ou seja, jamais podemos esperar que alguém sinta a necessidade de fazer algo como realização profissional, se não está conseguindo satisfazer uma primeira necessidade de comer. Diante desta última, todas as outras são irrelevantes. Fica fácil entender então, porque apenas uma pequeníssima parcela das pessoas chega à busca de auto-realização. Outro aspecto importante mostra que a motivação pode estar dentro ou fora do sujeito. Essa necessidade pode ser imposta pelo meio ou pode ser provocada por alguma alguma exigência do aparelho psíquico.
Outro aspecto diz respeito à motivação intrínseca, onde ocorre uma satisfação pelo próprio ato de realizar a ação e a motivação extrínseca, que se realiza por outros motivos externos à ação realizada. Por exemplo, o aluno pode realizar uma tarefa motivado apenas pelo fato do professor atribuir uma nota(extrínseca) ou pelo prazer de aprender um assunto de seu interesse, considerando a avaliação como algo complementar(intrínseca). A motivação é o que move as ações do sujeito, portanto se o aluno estiver motivado, o resto é conseqüência.

13 setembro 2006

Psicanálise e Educação

Fonte:www.tanto.com.br


A obra de Sigmund Freud, centrada inicialmente na terapia de doenças emocionais, também veio contribuir em muito na área social e na pedagogia, pois o ato de educar está intimamente relacionado com o desenvolvimento humano, especialmente do aparelho psíquico.
Através das reflexões feitas pelo psicanalista, podemos entender melhor enquanto educadores, como se processa em nossos educandos o desenvolvimento emocional e mental, pois o ser humano constitui-se como um todo, razão e emoção.
As maiores contribuições da Psicanálise com a educação em geral se dão através do estudo do funcionamento do aparelho psíquico e dos processos mentais, onde ocorre a aprendizagem, do estudo dos vários tipos de pensamento, da aprendizagem através dos processos de identificação e dos processos de transferência que ocorrem na relação professor- aluno.
Segundo Freud, os estudos psicanalíticos devem direcionar-se mais a auxiliar o educador na difícil tarefa de educar, missão quase impossível de ser realizada plenamente, pois o ser humano vive numa constante luta entre suas forças internas, regidas pelo princípio do prazer(id) e as forças externas que impõem juízos de valor(superego) sobre esses desejos. O educador precisa ajudar o educando a buscar esse equilíbrio na construção do eu(ego) para que a aprendizagem possa ocorrer de forma eficaz.
Revelando que o ser humano possui vários tipos de pensamento (prático, cogitativo e crítico), o estudo freudiano lembra a importância que tem a escola poder proporcionar o desenvolvimento de todas as suas dimensões , alargando assim a capacidade do sujeito buscar alternativas por si próprio e desenvolva o prazer de aprender.
Uma grande contribuição diz respeito à aprendizagem por identificação, pois mostra que através de modelos de pessoas que lhes foram significativas o ser humano motiva-se no sentido de equiparar a elas sua auto-imagem.
A teoria de Freud destaca a importância da relação professor-aluno. É necessário que o professor saiba sintonizar-se emocionalmente com seus alunos, pois depende muito desse relacionamento, dessa empatia, estabelecer um clima favorável à aprendizagem. Os estudos
psicanalíticos revelam que o ser humano transfere situações vivenciadas anteriormente, bem como demonstra resistências a experiências uma vez reprimidas.
As teorias de Freud podem ser aplicadas ainda hoje na educação. Cada vez mais é preciso revê-las para entender como se processa o desenvolvimento do aluno tanto emocional quanto mental. Ainda temos uma educação que infelizmente trata os alunos como iguais, usando metodologias que ignoram as diferenças e os professores muitas vezes não conseguem analisar mais profundamente os porquês de determinados fracassos escolares, que certamente estão ligados a problemas emocionais ou a metodologias equivocadas que não respeitam a forma de construção do pensamento e as etapas evolutivas dos educandos.

 
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